O síndico do albergue interior

Dentro de nós moram vários eus. Somos um albergue em que a cada hora um bota a cara na janela.

Há um eu acusador que nos constrange por não sermos aquilo que esperávamos que já fôssemos ou que sentimos que devíamos ser.

Há um eu perfeccionista que se envergonha das nossas contradições, incoerências e ocultas dissimulações.

Há um eu artista, que se mascara de múltiplas faces, de acordo com o que lhe convém.

E, dentre tantos outros, há um eu amoroso, compassivo, acolhedor, que a tudo inclui, com generosidade, compaixão e aceitação.

Todos os eus fazem parte. Essa face amorosa é a que nos importa reconhecer, encarar e suportar o seu amor, para integrar todas as demais.

Esse eu amoroso, que vive no mais profundo, onde só se alcança com decisão e determinação, deve ser eleito síndico do albergue e organizar a casa na qual todos pertencem e tem um lugar.

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