Reconciliação com o pai

Os filhos amam o papai tanto quanto veneram a mamãe. No entanto, frequentemente se distanciam do pai, no coração, por fidelidade de amor cego à mãe, quando presenciam conflitos ou separação de casal, quando são afastados de sua presença ou convívio, ou ainda quando julgam a relação que os pais estabeleceram como algo nocivo ou maléfico, sem se darem conta do amor que ali atua.

O mesmo acontece quando a mãe assume todos os papéis (por vontade própria ou pela relação) e exclui o pai ou sustenta a auto-exclusão deste. Isso custa aos filhos um preço muito alto, pois os desconecta da força do pai e, sem esta força, não há coragem, segurança e ânimo para a vida.

Nestes casos – e em qualquer situação que os afastou do pai – é necessário que os filhos retornem ao primeiro amor, àquele instante em que se alegravam com o papai simplesmente por ele existir, sem críticas, opiniões ou grandes exigências e ao seu amor se entregavam, plenos e confiantes. Se este instante não existiu na história da relação, porque o papai não foi conhecido ou a relação não foi possível, por qualquer motivo, os filhos podem fazer isto no coração e ali se completarem na entrega e na conexão com o amor do pai que vibra em cada célula do seu corpo. Só assim, podem ficar inteiros para a vida.

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